segunda-feira, 30 de agosto de 2010

G. G. Allin: Animal contemporâneo que amansa os loucos

Batizado como Jesus Christ Allin, nome que foi logo na sua infância trocado por Kevin Michael Allin.
Marcou a data de sua morte, 31 de outubro de 1990, com a divulgação de que se suicidaria no palco. Entretanto, morreu em 28 de junho de 1993, por overdose de heroína, aos 36 anos, circunstância nada original para artistas desse meio. 
Punk digno.

Bite It You Scum
Well you want me to kiss your ass
Well bend over, buddy, here comes my foot
I don't need your cry ass shit
Temper's rising, take a fit
Bite it you scum
Bite it you scum
Bite it you scum - Here I come
Bite it you scum
Well you want me to contribute
All I got is blood for you
All you want is more and more
Gluttony, you pig you whore
Bite it you scum - Here I come
Bite it you scum - I want your cum
Bite it you scum - Um, yum
Bite it you scum
One day when your end is near
I'll be laughing at your fear
When you're gone there'll be no one
Who'll be fucking up my fun - No one
Bite it you scum
Bite it you scum - Here I come
Bite it you scum - I'm never gonna run
Bite it you scum
Bite it you scum
Bite it you scum
Bite it you scum - Here I come
Bite it you scum
Bite it you scum
Bite it, bite it, bite it, bite it
Bite it, bite it, bite it, bite it
Bite it, bite it, bite it you fucking scum
Bite it you scum fucking sucking whore

Die When You Die
The faggots with AIDS are all gonna fry
They stuck it up my ass tonite, now I'm gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
The KKK took the niggers out to die
When the blackie's burning, I hope he's gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
I talked to my bitch, but she was a guy
I talked to my man and she said you're gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
You've got cancer, so go fucking die
If you've got AIDS, spread it around and take some lives
Die when you die when you die you're gonna die
Die when you die when you die you're gonna die
DIE

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Democracia Militar (2006)

Brasil, 2006, 20 min. - Direção: Vinicius Possebon "Moscão"

Em 2006, a então relatora do tema “Defensores de Direitos Humanos” da Organização das Nações Unidas (ONU), Hina Jilani, realizou uma série de audiências no Brasil para ouvir as denúncias dos movimentos sociais sobre casos de violações dos direitos humanos no país. Este vídeo foi produzido para a ocasião de sua passagem por Santa Catarina.
O filme aborda três episódios recentes da história de Santa Catarina, são eles: a manifestação de repúdio ao “Relógio dos 500 anos” instalado pela Rede Globo nas capitais do país em 2000; a luta do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no ano de 2005 e as manifestações de resistência ao aumento das tarifas do transporte público em Florianópolis, episódio que ficou conhecido como “Revolta da Catraca”.
Nestes três casos, a violência da repressão e criminalização dos movimentos sociais, marcou o papel da polícia militar catarinense na violação dos direitos humanos e dos direitos civis básicos da livre manifestação e expressão, nos quais se sustenta o “Estado democrático de direito”. A partir da denúncia, “Democracia Militar” busca fomentar o debate sobre a qualidade e, no limite, sobre a possibilidade de um regime democrático no qual a ação dos aparelhos repressivos pauta-se pelo total desrespeito aos direitos básicos dos cidadãos. 
Por Vinicius Possebon "Moscão"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

John Wayne Gacy sobre G. G. Allin


"G. G. Allin is an entertainer with a message to a sick society. He makes us look at it for what we really are. The human is just another animal who is able to speak out freely, to express himself clearly. Make no mistake about it, behind what he does is a brain."
John Wayne Gacy no corredor da morte, Menard Correctional Center, Illinois, E.U.A.

sábado, 14 de agosto de 2010

Limbonic Art - Moon in the Scorpio (1996)


Moon In The Scorpio 
A mirror blank ocean above me decoy
Superior forces that heal or destroy
Take me astray into the moonlight above
Through twilight eyes as a spectre shadow
It is a time of great light
And a great darkness
Can't you feel the present
Of its phenomenon
In an atmosphere supreme
Forces dwells in dormancy
The essence of its spirit is evil
As a curse upon thy name
Midnight is the shepherd of mysterious powers
And moving shadows in the corner of the eye
Moon's blazing intuition
Contains what death require
Cleanse the doors of perseption
See things appear in its true art
The cold hands of divinity
Will tear thy soul apart
Behold the sky above
when the moon is in the scorpio
A cold bleak light 
Download do álbum: Limbonic Art - Moon in the Scorpio (1996)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Robotize-se ou morra

"Cancel my subscription to the resurrection."

terça-feira, 6 de julho de 2010

Do espetáculo analítico e reducionista à incerteza solipsista

Assimilações da aula “O espetáculo e o espectador”, ministrada pelo Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho, acerca do subjetivismo cartesiano, do cientificismo galilaico e do humanismo moderno
Não matematize radicalmente o conhecimento. Eu duvido, logo sou. Eu penso. Não se duvida da dúvida. Confiável está na esfera do relativo. Absoluta é a verdade dos números. As certezas absolutas estão e devem estar ao alcance de qualquer um.
Antes de Galileu, a ciência era realista, com sua percepção ingênua e espontânea do mundo. A perspectiva galilaica inverte o processo. Galileu, com sua nova Física, propõe uma matematização radical do conhecimento. O quantitativismo científico proposto pela matematização da ciência começa a despertar inquietação. Passa-se a tornar igual aquilo que não é exatamente igual, o mundo é submetido a abuso.
O método cartesiano propõe o Discurso do Método, com sua concepção mecanicista da natureza. Este seria mais verossímil se fossem aparadas as arestas da singularidade dos fenômenos, que tornam toda a quantificação abusiva e estuprante de um real que não se pode categorizar e matematizar, porque cada unidade de real apresenta sua singularidade. Isso torna a quantificação abusiva e nada garantidora de certeza alguma.
Pouco a pouco são definidas teses metodológicas qualitativistas que buscavam o afinamento com a singularidade das unidades de real. Essas teses são menos pretensiosas e lidam com um mundo infinitamente complexo que não se pode tratar com certeza.
Essa sistematização é rompida com o advento do Humanismo. O pensador moderno não pretendia investigar certezas a respeito do mundo e de si mesmo ou conhecer por conhecer. Entretanto, buscava um projeto grandioso de civilização. O pensador moderno enxergava a civilização à frente, buscava por uma finalidade da sua existência e do coletivo. Assim, a sociedade passa de um realismo ingênuo a um idealismo garantidor das verdades absolutas.
A emancipação e a felicidade são pontos de chegada do esforço civilizatório humanista. O humanismo pressupõe o “eu sei aonde quero chegar”.  Essa felicidade serve de norte para todo e qualquer esforço reflexivo. No pensamento moderno humanista, os esforços de conhecimentos são meios para se chegar a um fim.
O paradigma da subjetividade levou à desconstrução do sujeito. Este mundo passa a perder a capacidade de cogitar sobre os fins. Heidegger definira esta impossibilidade de reflexão sobre os fins como o mundo da técnica. Mundo em que o meio vale pelo meio. Os meios acumulados dispensam a reflexão sobre a finalidade desses meios. O desenvolvimento das forças produtivas (Marx) basta por si próprio. Tramita um esforço espetacular de acumulação de meios, sem que se possa saber para que, com que finalidade, para onde vamos. Daí, o mundo da técnica, a técnica é reflexão sobre os meios. Mas aqui a reflexão sobre os meios dispensa a reflexão sobre os fins. Os fins são os próprios meios.
A primeira modernidade é substituída por outra, por uma segunda modernidade. Esta se caracteriza por um momento profundo de desconstrução dos valores modernos e questiona o paradigma do sujeito, tanto da ciência moderna, quanto das finalidades humanistas. O outro é problematizado, é um ponto de interrogação espetacular. O outro se manifesta, é pouco mais que uma coisa. Quem garante que suas manifestações correspondem aos aspectos essenciais? Posiciona-se sob o crivo da dúvida radical do cartesianismo, assim como tudo que passa pelos olhos. Descartes tem dificuldade de incorporar o outro. Não se pode ter certeza que o outro também pense. Torna-se difícil o estabelecimento de uma civilização feliz devido à incerteza que o outro possa ser pensante, duvidante, cogitante. O outro não passa de uma probabilidade. Cai-se no solipsismo, na solidão aprisionante.
Hoje o universo foi redimensionalizado em onze facetas, com a construção das teorias das supercordas, à procura de novos conceitos para a reunificação dos fenômenos mais distintos e para a resolução de problemas, como o da gravitação quântica. Entretanto, ainda que bastante plausíveis, essas teorias carecem em reprodutibilidade.
 
Perspectiva estética do espetáculo
Durante muito tempo de reflexão filosófica, acreditava-se que o belo era um dado das coisas do mundo. O belo é natureza e esta é bela porque cósmica, porque ordenada, porque compreensível. Então neste ponto da reflexão, tipicamente grego, a obra de arte era a imitação da natureza, a bela obra de arte era a bela imitação da natureza. O belo está em tudo ordenadamente coligado para que o universo funcione bem. A obra de arte é a imitação desse belo. O belo neste momento independe do eu.
A modernidade propõe a reflexão de que se o sujeito comanda o espetáculo. Como se pode dizer que o sujeito não participa da definição do belo? O homem moderno, giro antropocêntrico, traz pra si a possibilidade de distinguir o belo do feio. A partir daí, o que importa fundamentalmente é o sujeito. Nada mais será belo em si, mas será belo quando constatado pelo sujeito como tal. Portanto, de certa forma, a beleza não se impõe mais, mas a beleza é um resultado da apreciação subjetiva do mundo. Dentro dessa perspectiva, a árvore ou a lua não são nem belas nem feias, mas somos nós que lhes daremos esse estatuto.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Clean, Shaven (Lodge Kerrigan) e a verdade violentada

Hello, hello, Daddy, are you there? Hello, hello, Daddy, are you there? Hello. Daddy, are you there? Hello.”

Não achei esse filme tão brilhante quanto conferi em análises de cinéfilos espalhadas pela Internet, principalmente devido a uma questão de saúde pública. Publico minha análise sobre o filme na tentativa de desmitificar a esquizofrenia como um transtorno necessariamente ou frequentemente violento.

Clean, Shaven, revela uma luta invencível pelo controle do equilíbrio psíquico, vivenciada por um esquizofrênico e assassino. Este, bombardeado por delírios persecutórios e alucinações ininterruptas, retratada por estáticas radiofônicas e vozes invisíveis crucificadoras, chega ao ápice do desespero ao recorrer à automutilação e ao assassinato. Isso é fórmula chiclete para consumo em progressão geométrica, incoerente cientificamente. Óbvio que não só esse filme, mas toda a indústria do entretenimento é adepta desse tipo de distorção. Aliás, conferi que o próprio diretor supracitado abordou enredo similar a esse em Keane. Agora vamos à ciência.

As manifestações de violência dos psicóticos costumam ocorrer na mesma proporção da violência praticada pela população em geral.
Hafner e Bocker realizaram na década de 80 um estudo epidemiológico acerca dos crimes de violência e distúrbios mentais. Levantaram os prontuários policiais e médicos de 10 anos na Alemanha, onde os índices de solução para crimes ultrapassa 95%. Um primeiro resultado foi a proporção de criminosos com distúrbios mentais entre a população estudada: dos criminosos, apenas 2,97% tinha problemas mentais. De posse dos dados, foi calculada a probabilidade de um doente mental tornar-se um criminoso violento. Para a esquizofrenia, a probabilidade é de 0,05%, ou seja, 5 agressores violentos entre 10.000 esquizofrênicos. Para a psicose afetiva, a probabilidade é de 0,006%, ou de 6 violentos em 100.000 doentes. Os autores concluíram que os crimes violentos cometidos por doentes mentais são quantitativamente proporcionais ao número de crimes de violência cometido pela população geral. Este trabalho foi replicado em outras populações e em outros períodos e encontraram o mesmo perfil de resultados.

Boa parte dos trabalhos científicos não encontrou diferença estatística na prevalência da violência em doentes mentais sem abuso de substâncias, quando comparados com a população geral, sendo que o risco de violência em indivíduos da população geral com abuso de álcool ou drogas foi duas vezes maior do que em pacientes esquizofrênicos sem esse abuso.
O senso comum que classifica o esquizofrênico como violento é fruto de preconceito e permissividade às ideias propagadas pelas suas comadres leigas e pela indústria do entretenimento.
Quem mais violenta é a sociedade ao “louco” e não o contrário. Os normais prendem, humilham, internam sem consentimento, sedam, demenciam e estigmatizam o “louco”.
Mais:
PsiqWeb: Curso e Evolução da Esquizofrenia
PsiqWeb: Esquizofrenias

domingo, 27 de junho de 2010

A transgressão fashion de Steven Klein

Steven Klein é um dos fotógrafos mais influentes de moda da atualidade. Usa deuses desse métier de consumo (Jolie, Brad Pitt, Madonna, David Beckham e todos os outros) em cavalar celebração dos sonhos mainstream do inconsciente coletivo.
‘One’s real life is often the life that one does not lead.’
Lara, Fiction Noir
Clorox Blue

Games & Restrictions

Mais: